O olhar sobre a diferença – On Festival

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A ideia do projeto surgiu em 2019 intitulado como “o olhar da diferença” com intuito de valorizar a força e a beleza da mulher capixaba com todas suas particularidades, afinal é isso que as tornam únicas. Em 2020 a orientadora da autora sugeriu que esse tema fosse levado para a criação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), então foi decido retrazer esse projeto com o nome “o olhar sobre a diferença” e o mesmo objetivo de comunicação, manifestar a união feminina e destacar a aceitação do próprio corpo, que tem sido atacado por diversas mídias por trás de padrões de beleza. Não é normal fazer com que todas queriam ser iguais, pois existem vários tipos biótipos de mulheres, então o nome do projeto se justifica exatamente por isso, destacar suas singularidade que as tornam quem são. Tanto em 2019 quanto em 2020 foi escolhido cinco mulheres para compor o ensaio.rnA seleção das modelos que foi feita através de pesquisas no Instagram, porém no meio do caminho após as escolhas teve algumas mudanças. A modelo Karina Collors, que possui vitiligo, foi escolhida para participar novamente pela sua história de vida e suas características. A modelo plus size convidada foi a Brenda Schade que participou das fotos em 2019. A modelo para representar as mulheres pretas foi a Kassiane Correia que também participou do projeto em 2019. A Laís Nascimento veio para representar as ruivas e a Rafaela Rocha as que têm deficiência física, pois não possui uma das pernas. rnA inspiração para as fotos veio da campanha “Sou mais que um rótulo” da Natura. A campanha chama atenção sobre um hábito ainda comum na sociedade: rotular pessoas e na maioria das vezes, o principal alvo são as mulheres. Com base nisso a autora realizou entrevistas informais com cada modelo individualmente por aplicativo de mensagem fazendo pequenas perguntas pessoais. Um exemplo delas era se a pessoa já sofreu algum tipo de preconceito, bullying ou discriminação com seu corpo ou seu biótipo. Com base nas respostas, a autora reuniu diversas frases escutadas por elas e transformou em um adesivo que foi colado em suas peles na sessão fotográfica. As frases escolhidas foram: Preferia seu cabelo antes (Brenda); O que tem de errado com sua pele? (Karina); Que morena bonita (Kassiane); A cor do seu cabelo é linda, pena que é cacheado (Laís); Tadinha, tão nova (Rafaela). O adesivo da Brenda foi colado no rosto, pois mostrava melhor seu cabelo, o da Karina no braço, pois é o lugar onde o vitiligo é mais predominante, o da Laís foi colocado no espelho e o da Rafaela na perna próxima a prótese.rnPara o ensaio foram escolhidas 12 fotografias, sendo 2 em grupos e 2 individuais de cada modelo. Na seleção das imagens, utilizou-se como critério nas fotografias em grupo a harmonia, a característica mais marcante ao primeiro olhar, pois as modelos sempre estão próximas umas das outras em um plano conjunto. rn Para a colorização das fotos em grupo, foi usado um tom mais terroso com pouca saturação de verde e maior destaque na cor laranja e vermelho para realçar o tom de pele delas. Foi feito recortes nas duas fotos em grupo para que o objetivo da imagem (as mulheres) fosse à primeira coisa a chamar atenção, não o fundo. Para prezar a finalidade no projeto, não houve manipulação nos corpos das meninas. rnAs colorações das fotos individuais foram feitas de dois jeitos, as fotos que as modelos estão com a frase em seu corpo está preto e branco (PB) em tom dramático para causar um estranhamento ao público na primeira impressão, sem nenhuma distração de cor. As fotografias PB serão justamente para trazer um olhar mais melancólico às fotos já que retratam frases de situações reais vividas por elas. Já as segundas fotos de cada modelo são coloridas e mostram um pouco mais elas e suas características. rnrnA divulgação do ensaio fotográfico foi feito através de um Instragram (@ariidouradoph) que chama as pessoas para visualizar as fotos em um site “O olhar sobre a diferença” , criado com a finalidade de expor e explicar melhor o projeto com todos os detalhes, como quem são as mulheres que participaram, suas histórias e sobre a fotógrafa também. A escolha de criar uma plataforma fora das redes sociais é devido o pequeno tamanho de visualização de imagem nelas, assim como perca da qualidade. Acredita-se também que neste blog a postagem do conteúdo será de maior impacto enquanto as redes sociais seja uma forma mais convidativa de atrair o seu público.

Meu sonho é ser fotografa de família. Eu amo retratos, principalmente femininos, mas fotografia familiar, onde inclui newborn, gestante, infantil e família de todos os tipos são a minha paixão. Então pretendo futuramente só focar nessa área.

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o que motiva Ariane Mendes Dourado?

Ao analisar o contexto da publicidade atualmente, as mulheres tem se questionado cada vez mais sobre seu papel nos meios de comunicação e com isso vem surgindo algumas cobranças sobre a representação de diversidade da imagem feminina. Contudo, o objetivo do trabalho é mostrar um ensaio fotográfico que provoque uma reflexão sobre os padrões de beleza e a autoestima da mulher sobre seu corpo. Mostrar também que a fotografia que auxiliou a criar padrões, pode ser utilizada para a desconstrução.

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